segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Filipa Pato FP Baga tinto 2015

Não sei se Filipa Pato usa maquilhagem no dia a dia. A última vez que a vi não usava. “Saiu ao pai”, dirão uns; "filho de peixe sabe nadar", dirão outros. Mas não quero entrar num registo biográfico nem de comparações porque não tenho tempo nem paciência e para tal existe o Google que certamente vos responderá a estas questões…

A filosofia de Filipa Pato, e como a própria se autointitula profissionalmente, é conceber vinhos autênticos e sem maquilhagem. A intervenção é mínima para cada parcela, viticultura manual, uvas vindimadas e selecionadas à mão, não faz qualquer tipo de correções de ácidos ou açúcar, etc. etc. etc.

E para comprovar a inexistência de maquilhagem (impressa no rótulo) desarrolhei o Filipa Pato FP Baga tinto 2015. Essencialmente constituído pela casta Baga (98%), os restantes 2% divididos por Bical e Maria Gomes, este é um vinho com uma personalidade forte e genuíno. No copo apresentou-se com uma cor granada púrpura escura, de aromas intensos a sobressair frutos silvestres, notas de café e fumo, e acidez equilibrada.
Mostra um bom potencial de envelhecimento.

Ricardo Soares

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O meu companheiro dos Desarrolhares e Adega Viúva Gomes Colares branco 2013

Quase sempre tenho a preciosa ajuda do meu fiel companheiro para os Desarrolhares.
Este deve ser o poleiro favorito dele: Viúva Gomes colares branco 2013


Com a casta Malvasia de Colares e em conjunto com a sua envolvente marítima, este é um branco bastante mineral. Na boca é fresco e com notas salinas, e conserva uma acidez Atlântica.

Com 12% alc. e "apenas" 500 ml de néctar (Adega Viúva Gomes, pela vossa saúde aumentem a dose!) é um branco que se bebe bastante bem, guloso e que pode ser acompanhado com alguns pratos de peixe, marisco ou...sem nada. Apenas vinho e desfrutar.
Apesar de ser um vinho ainda novo pode-se beber já mas também beneficia com alguma guarda na cave.

Ricardo Soares

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quinta das Bágeiras garrafeira branco 2004


Ainda a respeito do abastecimento da minha garrafeira, desta vez com brancos, optei também pelo Quinta das Bágeiras garrafeira branco 2004.
São vinhos tradicionais, mas extremamente complexos, personalizados e com raça, e ao mesmo tempo permitem a guarda em garrafa. Tal como este vinho onde nos anos excepcionais são feitos os "Garrafeira" e que exprimem o que de melhor se faz na Bairrada, com as castas tradicionais da região, a Bical e Maria Gomes.
Desde cedo que Mário Sérgio Alves Nuno percebeu a essência de um Bairrada, nos tintos e nos brancos, e quanto a mim só me resta calar e beber...

Ricardo Soares

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Poço do Lobo Arinto colheita 1995


Ando a precisar de abastecer a minha garrafeira com uns brancos, de preferência para beber nos próximos tempos porque vinhos de guarda já tenho que chegue.
Uma das escolhas foi este monocasta Arinto, Poço do Lobo da colheita de 1995, das Caves de São João. É sem dúvida um belíssimo vinho que, passado mais de duas décadas, teve tempo para evoluir em garrafa e deverá estar no seu pleno. A ver vamos... Quando o Desarrolhar darei noticias...

Ricardo Soares

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mirabilis Grande Reserva branco 2015


Penso que não é novidade para ninguém: - A febre causada pelo "vírus" mirabilis grande reserva branco 2015 alastrou-se um pouco por todo o país, nos fóruns, comunicação social e crítica, blogues, chats, Wine bares, garrafeiras, boca a boca, eventos vínicos, etc etc etc

Eu fui um deles, ainda não estava no mercado e já tinha algumas reservadas...

É demais sabido que foi o primeiro vinho branco nacional a entrar para a distintiva lista dos melhores vinhos do mundo. Este vinho complexo e intenso - dizem "eles" - atingiu os 94-96 pontos pelo prestigiado crítico Robert Parker, ao lado de nomes como Domaine de la Romané Conti, Chapoutier Hermitage, Guigal, Pape Clement ou o famoso Champagne Krug.

Porque falo nisto só agora? Sei lá, apeteceu-me falar um pouco. Não sei a que é que o vinho sabe nem a que cheira. Estão lá para baixo a "hibernar".

Já desabafei um pouco...

Tenham uma Boa noite.

Abreijos

Ricardo Soares

Canto Báquico dos Goliardos


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Frei João Bairrada tinto 1990

Já aconteceu tantas vezes encontrar um amigo de longa data ou alguém bastante mais velho do que eu e exclamar: "eh pá, a idade não passa por ti; continuas o mesmo; não mudaste nada pá..."
É daquelas afirmações que se podem adaptar perfeitamente a alguns vinhos, considerados velhos, mas que de idade só têm mesmo o tempo que passaram dentro da garrafa.


Este Frei João Bairrada 1990 é dos tais vinhos que envelhecem bem, vinhos que apesar da sua idade, neste caso os seus 27 anos, ainda se mantêm jovens. É um vinho que se mostrou pronto a beber e também com capacidade para "hibernar" mais algum tempo.

Apresentou-se no copo com uma tonalidade fantástica (uma das tonalidades que mais adoro nos vinhos): cor granada e notas tijoladas leves. Teve um início com alguma timidez mas depois "foi sempre a abrir"... Nariz com alguma intensidade, aromas frescos, notas florestais e do bosque (quase a lembrar cheiros outonais), muito balsâmico e fresco. Boca ainda cheia de vida, com corpo, quase mastigável e com grande profundidade.

Bebe-se com prazer e fica o reconhecimento da capacidade de guarda.
Se por um lado me congratulo por ter bebido este vinho por outro sinto alguma amargura por só ter mais uma garrafa destas guardada. Antes isso do que nenhuma!

Apetece perguntar: "continuas o mesmo, qual é o teu segredo pá?"

Ricardo Soares