quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Porto Ferreira Duque de Bragança Tawny 20 Anos

Este Porto Ferreira Duque de Bragança Tawny 20 Anos, proveniente de um engarrafamento de 1999, é de facto um tawny que não deixa ficar mal.


Exibiu uma atractiva cor atijolada, com notas acobreadas, e revelou sempre uma frescura acentuada e equilibrada, resultado dos complementos com vinhos mais jovens, efectuados ao longo da sua maturação.
O seu aroma revelou nuances características de um envelhecimento por oxidação: frutos secos, especiarias, frutos maduros e a, na minha opinião, charuto.
Na boca é um vinho encorpado, delicado, suave e aveludado e com um final fino e persistente.
Bom tawny.
Ainda bem que me ofereceram!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Pegos Claros Castelão Rosé 2015

Confesso que nunca fui muito apreciador de Rosés. Esporadicamente surge um ou outro Rosé agradável mas sem me convencer a 100%.

Recentemente apresentaram-me o Pegos Claros Castelão Rosé de 2015 e devo dizer que este conquistou-me.

Com uma cor rosa clarinho, apresentou-se com aromas leves, frutados, com notas de frutos vermelhos e groselha sem exageros e muito equilibrados na boca, com subtileza e frescura.

Nas provas este Rosé convida ao sushi. Até que enfim que encontro um excelente Rosé...

Herdade Dos Pegos Claros é o produtor de Pegos Claros Rosé 2015, com DO Setubal, da colheita de 2015 e possui 13º de graduação alcoólica.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Uma Harmonização e Cinco Sugestões para Ofertas Natalícias

O encontro entre um bom vinho e um almoço ou jantar, na quadra natalícia, é sempre gratificante e desejado. Seja qual for a ocasião, o prato ou evento, há sempre uma panóplia de vinhos portugueses para “Desarrolhar” que acompanha e seduz. A diversidade de estilos e sabores dos vinhos portugueses promovem uma infinidade de harmonizações gastronómicas.
Nesta época há igualmente o “costume” de presentear os nossos familiares e amigos com um bom vinho.

Sirvo-me desta crónica para partilhar as sugestões do Chef Hélio Loureiro para a harmonização e de 5 amigos e amantes de vinhos para ofertas natalícias.


Amavelmente, o excelentíssimo e conceituado Chef Hélio Loureiro acedeu ao meu pedido e apresentou uma harmonização para esta quadra:

“Escolher um vinho para a ceia e dia de Natal é com toda a certeza um momento de prazer pelo mesmo que nos dará na hora de entre familiares e amigos, podermos degustar a ceia sempre previsível mas tão desejada, onde podemos de ano para ano fazer novas combinações com as habituais iguarias que nos fazem reencontrar e revisitar as mesas da nossa infância, na mesa de Natal comem os que estão à mesa mais os outros que por lá passaram e que nós não os vendo escutamos os seus passos.


Assim este ano a escolha para a ceia onde vão pautar o tradicional bacalhau cozido com todos, bolinhos de bacalhau, bacalhau à moda de Fafe, um vinho branco do Dão “Ribeiro Santo 2014” com aquele equilíbrio de acidez e elegância que lhe são característicos. Para as entradas teremos um champagne “Ruinart Brut”,   um espumante “Terras do Demo Rosé” e um alvarinho “Muros de Melgaço”. Como existe sempre alguém que gosta mais de um tinto a escolha foi para o “Telhas 2013” numa garrafa de três litros.
























Imperdível o vinho do Porto este ano um “Tawny 40 anos da Sandeman”.
Acho sempre a melhor escolha para os doces de Natal, os tawnys têm sempre aquele dom de acompanhar na perfeição as rabanadas, os sonhos, os mexidos, o leite creme queimado, a aletria… para o queijo da Serra da Estrela que não pode faltar na mesa de Natal este ano seleccionei um vinho branco encruzado “Ladeira da Santa”.
















Bem, acho que para a ceia já estamos bem!
No dia apenas muda o vinho tinto para o Capão de Freamunde esse será acolitado por um vinho do Douro reserva 2013 da Ramos Pinto “Duas Quintas“.

Chef Hélio Loureiro



Para as ofertas de vinhos temos as seguintes sugestões:



Colares - Adega Viúva Gomes tinto 1969


"Tenho um certo fascínio por este vinho devido à sua história, individualidade e complexidade. Atrevo-me a dizer que foi amor à primeira vista e que se mantém de forma inabalável e indelével até aos dias de hoje.

Beber este vinho é beber um pedaço de história por menos de 50 euros. Colares, a segunda região demarcada mais antiga de Portugal, e a sua casta Ramisco que cresce em solos de areia e, pela influência marítima, confere-lhe uma personalidade única. Assenta num terroir muito particular e que lhe crava as suas próprias características e singularidade, fazendo com que se “aguente” muito bem na cave por muitos anos. Um vinho com esta idade faz com que os nossos antepassados e os que nele trabalharam se sentam à nossa mesa.

Apresenta uma cor encarnada madura com um toque vermelho tijolado, e taninos com alguma bravura (não incomodativos). Aroma de frutos secos, fruta madura, ameixa, cebola, na boca apresenta um carácter longo e expressivo, atlântico, balsâmico e acidez e salinidade elegante.


Não é um vinho fácil, não é um vinho difícil - apenas precisa de ser tratado com subtileza.

Ricardo Soares
Blog: Desarrolhar"


20 Anos Quinta do Bom Retiro
“Natal sem um Vinho do Porto não é bem a mesma coisa, digo eu. Exige-se um Tawny!
São tantas as iguarias que tão bem casam com este estilo de vinho, que tornam a sua presença quase obrigatória. Bolos rei e raínha, sonhos, rabanadas, coscorões, filhoses e coisas que tais precisam de algo bom, que seja doce, mas não excessivo, que seja complexo e que dê luta, que seja envolvente, mas limpe a boca, deixando um rasto duradouro...
Não é fácil escolher entre tantas e tão boas ofertas. São tantos os patamares de preço e tantos os estilos, que há que chegar a um compromisso entre o que se quer gastar e o prazer que se quer ter ou que se quer proporcionar.
Escolho o RP 20, o 20 anos da Ramos Pinto, da Quinta do Bom Retiro, por vários motivos: é já um vinho com bastante complexidade (frutos secos e fruta passa, sempre a evoluir no copo), com um final de boca longo, por um preço bastante razoável. 


Com 93 pontos (em 100) dados na Wine Spectator e pelo Robert Parker, estamos perante uma escolha segura. 


Por cerca de 40€, temos uma excelente relação qualidade/preço.

Bom Natal!

Carlos Ramos
Cegos por Provas




Quinta da Gaivosa 2011 – Tinto

“Escolho um vinho tinto: o Quinta da Gaivosa 2011, onde tudo é apresentado e embrulhado (como numa prenda daquele Natal de todos os dias) numa coisa muito simples: o prazer de beber, seja a solo, ou com comida, numa mesa de bacalhau, de polvo (como é tradição em algumas casas), ou de carne. Pura elegância e concentração num vinho que se vai abrindo em novas proporções ao longo de uma noite, numa festa de aromas, sabores e de velhas memórias que nos aparecem para conforto da alma.


Marco Lourenço

Cegos por Provas




José Maria da Fonseca, Colecção Privada Domingos Soares Franco, branco Verdelho


"Já aqui provado por diversas vezes, sempre se portou a grande altura, brilhando à mesa ou fora dela e deixando sempre vontade de beber mais.

À semelhança das colheitas provadas anteriormente, mostrou aquela acidez com um misto de citrino e tropical, e exuberância no nariz a par com uma frescura vibrante na prova de boca.

Uma referência incontornável, para o Verão, para o Inverno e para a meia-estação. Para o dia e para a noite. Para o frio e para o calor. Para todos os pratos e todas as ocasiões.

Esta apreciação refere-se ao vinho cuja ficha de prova está abaixo, da colheita de 2014.
Vinho: Domingos Soares Franco Colecção Privada, Verdelho 14 (B)

Região: Península de Setúbal

Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos

Grau alcoólico: 13%

Casta: Verdelho

Preço em feira de vinhos: 8,98 €

Nota (0 a 10): 8,5


Mário Feliciano

Blog: Krónikas Viníkolas"






Meio Queijo da Churchill's 2012
"Sou do Norte. Tenho raízes em todo o Norte do Pais. E sou Douro, em tudo e também nos vinhos.
Não sou uma especialista em vinhos nem tenho a veleidade de lhes encontrar as cores e os sabores, as bocas e os narizes. Mas sei se gosto ou não.

Do Tinto Meio Queijo da Churchill's gosto muito. Tanto que ofereço aos meus amigos e já lhe fiz alguns fãs na Irlanda e no Brasil. Dizem-me os especialistas que este é um vinho modesto. Talvez seja. Mas como, apesar de toda a minha ignorância, os distingo, devo dizer que gostei muito do de 2012.

Por isso, cito Fernando Pessoa: «Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.»

Margarida Maria
Jornalista, amiga"


Para finalizar desejo a todos um Bom Natal e um Bom Ano Novo 2017






segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Buçaco reservado tinto 2013 / Buçaco reservado branco 2014

As minhas duas últimas aquisições, um tinto e um branco, foram aquele que é considerado um dos ícones dos vinhos portugueses: Buçaco.
Por enquanto vão hibernar serenamente na garrafeira...



Alexandre de Almeida, criador dos vinhos Buçaco, importou o conceito de aliar a hotelaria de luxo a uma adega e um vinho próprio.
Estes eram considerados objectos de culto, limitados a círculos fechados, à elite, servido a reis, rainhas, chefes de estado, como comprovam as ementas, guardadas no Hotel Palace Bussaco.

Os vinhos do Buçaco ainda são nos dias de hoje vinificados da mesma maneira, com os mesmos preceitos de antigamente. A sua mistura, das regiões do Dão e da Bairrada, faz com que evoluam nobremente em garrafa e além disso mantêm os seus característicos e nobres rótulos.

Quem é apreciador de vinhos deveria, pelo menos uma vez na vida, beber este maravilhoso néctar...

Ricardo Soares

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Vinha d'Ervideira colheita seleccionada branco 2015.


Há vinhos que nos transportam para os dias de Verão sendo este bastante fresco, tropical e insaciável. Bebi-o de uma assentada, pena não ter posto outra no frigorífico...




Este vinho apresentou-se com tons citrinos claros, no nariz notas de frutos tropicais e notas minerais.
Na boca é elegante e fresco, mostra boa acidez e estrutura marcante.

Castas: Antão Vaz, Arinto, Verdelho e Alvarinho.
Alc. 13%
Custo: +/- 6€

O repasto foi uma dourada escalada, com batata a murro e salada de alface,tomate e pimentinhos padron.

Mais informações sobre o produtor:
Ervideira


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Casa de Santar tinto reserva 2011

Ora cá está um excelente Dão, Casa de Santar tinto reserva de 2011, produzido através das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, e vencedor de alguns prémios como o International Wine Challenge 2015 - Medalha de Prata e Mundus Vini 2015 - Medalha de Ouro.


Este vinho apresenta uma cor rubi com excelente concentração e boa visibilidade. Com aromas a frutos maduros, fruta preta e floral típico da Touriga Nacional. Na boca é encorpado e com bom volume. De taninos macios a conferir uma boa e agradável textura. Apresenta um final de boca cremoso e de comprimento médio/longo.

Bastante aconselhável tendo em conta qualidade/preço (10€) e pode perfeitamente aguentar uns anitos em cave.

Ricardo Soares

domingo, 4 de dezembro de 2016

Colares - Adega Viúva Gomes tinto 1999


Este vinho prima essencialmente pela pura elegância. Cheio de carácter. Não é um vinho fácil de descrever. É único.
A sua casta, Ramisco, pela influência marítima, confere-lhe uma personalidade única. Assenta num terroir muito particular e que lhe crava as suas próprias características e singularidade.
Como já o disse: é único. Inconfundível. Genuíno. Não é um vinho fácil. Mas é brutalmente espantoso. Sublime. Desculpem a palavra: Sempiterno. Sim,é um vinho sempiterno. Marca na memória,no nariz,na boca,nos olhos. Vinho lindíssimo.

                          

Este Colares da Adega Viúva Gomes de 1999 ainda estava jovem e com uma saúde invejável. As vezes que eu rodopiei o copo...entrava pelos olhos adentro.
Apresenta uma cor encarnada madura com um toque acastanhado e rubi, e taninos com alguma bravura (não incomodativos). Aromas de frutos secos, fruta madura, ameixa,cereja, na boca apresenta um carácter longo e expressivo, atlântico, balsâmico e acidez e salinidade elegante.
Sublime. Invejável. Sempiterno.
Palavras para quê!

Tipo: tinto
Castas: Ramisco
Álcool: 11 %

Para mais informações consultar o produtor:
Adega Viúva Gomes

Ricardo Soares




sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quinta do Pinto Viognier & Chardonnay 2014

Eu pecador me confesso porque não conhecia este vinho.
Numa das rondas à Garrafeira do Jofre, na Maia, o Pedro Costa aconselhou-me este branco tendo em conta a qualidade/preço (+/- 10€).
Numa primeira fase tive "mais olhos do que barriga" visto que no copo sobressaiu uma cor citrina brilhante e bem fresca. Excelente cenário para quem gosta de rodopiar o copo e ficar a ver...
No nariz sobressaem logo aromas a frutas tropicais (ananás, maracujá, limão, pêssego) com notas florais e algumas especiarias, tudo num perfume muito fresco e bem persistente.
Tudo isso revelou-se na boca de forma intensa (nunca incomodativo), redonda, e com uma cremosidade e acidez natural sempre presente.
No fim apeteceu-me dizer que não quero beber mais este vinho para criar uma memória bem intacta e saudades dele...



Tipo: Branco
Castas: Viognier - 50%, Chardonnay - 50%
Álcool: 14 %

Situada em Alenquer, em plena Região Vitivinícola de Lisboa, a Quinta do Anjo estende-se por mais de 120 hectares, circundando um solar do século XVII adjacente a uma adega de traça tradicional.

Para mais informações consultar o produtor:
Quinta do Pinto


Ricardo Soares