quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Quando a informação é... zero!

Quem me conhece sabe perfeitamente que detesto este tipo mas há uma afirmação que este "filósofo" evocou numa Grande Entrevista e na qual concordo a 100%:
«...um jornalismo travestido!» – José Sócrates, 21 de Abril de 2009


Não querendo entrar em pormenores acerca desta entrevista nem sobre o presente e futuro do jornalismo, não me compete a mim analisar estas categorias, tenho de concordar seriamente sobre a vagueza que impera nos jornais e revistas que hoje estão nas bancas.
Confesso que não tenho sido um entusiasta da "actual" Revista de Vinhos, por vários motivos: comprei o "1.°" número e não me cativou e o "2.°" número folheei numa papelaria e não tive interesse em comprar.


Fui de férias nesta última semana e meia, obviamente munido de vinho e leituras, e onde estive hospedado estava este número à venda. Findas as leituras das minhas escolhas pessoais acabei por comprar a revista (não me foi possível dar uma "vista de olhos") porque o conteúdo expresso na capa me cativou.


Chegado ao tema de capa questionei-me:
- Não conseguiam melhor do que isso? Um pequeno texto introdutório e apenas  uma foto de 20 garrafas de vinhos! Sem descrição de prova, harmonização... nada! Numa revista de especialidade, com uma temática de capa, a informação foi zero! Zero.

E vocês, que dizem?
Se alguém tem alguma coisa contra que fale agora ou cale-se para sempre?

Ricardo Soares

domingo, 27 de agosto de 2017

Adega Viúva Gomes Colares branco 2010


Há coisas que não são para se dizer. Esta é uma delas. Entre marido e mulher não se mete a colher. Acerca deste vinho tenho várias coisas para dizer e não sei como hei-de dizê-las. Pode ser, por isso, incompreensível. Desculpem, a culpa é minha. A minha relação com este vinho pode ser, digamos, de amor. À primeira vista. Ano após ano a nossa relação aumenta. Talvez seja um amor sem razão. Mas uno: um amor com uma cor só nossa, aromas que absorvem com fervura e uma boca com uma envolvência e profundidade que só nós sentimos. Uma paixão que apetece consumir e guardar. Por muitos anos, para sempre. Mas tem de ser amor senão não há conexão. Não tem de ser lindo nem impossível. Apenas verdadeiro.
Deixem-me ficar com esta superioridade. Deixem-nos a sós.

Ricardo Soares

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Messias Blanc de Noirs Baga Bairrada Branco Bruto 2012

Voltando aos espumantes, e não sendo eu crente, considero que a bíblia tem coisas literalmente espantosas que harmonizam perfeitamente com os vinhos. Vejam por exemplo este pequeno trecho em João 4:13 "...Jesus acrescenta depois: Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede...".
Jesus tirou-me as palavras da boca...quanto mais eu bebia deste espumante mais eu tinha sede. Foi até à última bolhinha. Este espumante de cor acobreada e bolha fina abundante transportou-se de forma intensa, não incomodativa, no nariz lembrando frutos secos e tons florais. Na boca "mastiga-se" uns leves frutos vermelhos, uma mousse suave, cremosa e uma acidez esplêndida.
Infelizmente era a minha última garrafa deste Messias Blanc de Noirs Baga Bairrada Branco Bruto 2012, se eu rezar muito conseguirei beber outra?

(Com especial agradecimento a Filipe Castela, do restaurante Pedro dos Leitões)

Ricardo Soares