quinta-feira, 21 de setembro de 2017

I Concurso de Vinhos de Portugal, promovido pelo Desarrolhar


Meus Senhores e minhas Senhoras, vou deixar de ser burro. Por outras palavras, estou farto de ser blogger e de gastar dinheiro em vinho. Vou fazer como alguns: criar uma espécie de magazine e um concurso de vinhos.

Durante todo o ano provo, com a metodologia de prova cega e à vista armada, mais de 2000 vinhos. Entretanto provo, também em prova cega e à vista armada, cerca de 900 vinhos que a imensa maioria da produção nacional considera como as suas propostas de nível superior: os topos de gama.

Sendo esta a 1a edição, neste concurso asseguro um forte painel de jurados - eu, a minha esposa e alguns amigalhaços e familiares - proporcionando-se assim, um excelente fórum de discussão, troca de experiências e umas valentes mocas.

Poderão participar todos os que produzem vinho, sem excepção, Portugal de norte a sul, este a oeste e todos arquipélagos.

É também com base nos resultados (que serão publicados, depois da Quaresma, em formato electrónico neste meu blog) que justifico as nomeações para os melhores vinhos e os melhores produtores de vinhos.


Ainda estou indeciso sobre a metodologia de avaliação, se de 0 a 20 ou de 0 a 100. De uma maneira ou de outra, fica assente que os que me enviarem vinho terão uma pontuação que vai de 17.5 a 20 ou de 95 a 100; por outro lado os que não me enviarem vinhos levarão nega por falta de comparência.

A participação é gratuita, devendo obedecer aos parâmetros do regulamento de participação que consiste basicamente no envio de vinho. Por cada vinho a concurso, o concorrente deve enviar no mínimo 6 garrafas 0,75l, se for Magnum tanto melhor, este número de amostras (6) consiste também para avaliar a capacidade de envelhecimento em cave.

A entrega das amostras poderá ser composta por 2 moldes, à escolha do produtor: ou por correio ou que me venham trazer a casa pessoalmente.

Este concurso afirma-se como um acontecimento de elevada relevância pessoal, regional, nacional e internacional dedicado a contribuir para o ganho de visibilidade dos nossos vinhos nos principais mercados de exportação e principalmente no alívio da minha carteira.

Ricardo Soares

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quinta da Boeira Reserve Tawny


Vinhos do Porto em combinação com o melhor da gastronomia portuguesa, feito por mim. Vou eleger este Vinho do Porto como o melhor e indispensável ao acompanhamento harmonioso das receitas culinárias. Aconselho vivamente, esta já é a segunda garrafa que uso para os meus dotes culinários. Apenas isso.

Ricardo Soares

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quinta dos Abibes extra bruto arinto & baga Reserva 2012


Às vezes é difícil escrever quando quero exprimir sentimentos em relação a qualquer coisa, neste caso alguns vinhos, e as palavras são sempre poucas. O que sinto é mais forte do que as palavras... Será que usamos sempre o intelecto quando bebemos um vinho? Por vezes creio que há um caminho que vai do coração aos olhos sem passar pelo raciocínio. De choro ou de riso.
Passou-se precisamente isso com este espumante Quinta dos Abibes extra bruto arinto & baga Reserva 2012.
Ao mesmo tempo recordo um miúdo de 12 anos num jantar... Eram três à mesa, um miúdo de 12 anos e os pais. O miúdo comia arroz com bife grelhado e os pais não jantavam. O filho ergueu os olhos para os pais e perguntou porque não jantavam. Responderam-lhe que não tinham fome.
O sentimento de não haver esperança é o pior sentimento e este espumante contraria tudo isso. Dá esperança, reanima, renasce e renova.


O seu criador - Professor Francisco Batel Marques - a sua história de vida e as "aventuras" por que a Quinta dos Abibes passou são uma grande fonte de inspiração, resistência e esperança. Daí que o miúdo também cresceu e teve a oportunidade de conhecer o Professor Francisco Batel Marques, a Quinta dos Abibes e beber este belíssimo espumante.
Desculpem-me mas desta vez não vou expor a minha prova organoléptica. Certamente não a entenderiam. Fica apenas para mim. Há sentimentos que não se descrevem. Tal como o que senti quando jantei "aquele arroz com bife grelhado". Sente-se.

Ricardo Soares