domingo, 22 de outubro de 2017

Poema Alvarinho superior 2010


Às vezes pego num livro e sinto-me desiludido... um grande defeito que se encontra nos livros, especialmente quando se compra livros antigos nos alfarrabistas, são as folhas corroídas pelas traças. O livro fica descaracterizado, a leitura e as ilustrações (quando as há) ficam afectadas, as capas roídas, etc e o livro fica sem valor nenhum.
Este vinho que vos apresento não o bebi: tinha TCA.

Ricardo Soares

Maria Papoila 2015


Desde já posso concluir que foi um vinho que harmonizou bem com uma dourada e batatas assadas no forno.
Com 11.5 % álcool, das castas Alvarinho e Loureiro, apresentou uma cor amarela pálida, aromas com alguma intensidade e notas minerais, bem estruturado e equilibrado na acidez.


Mas... irei repetir? Sendo este o primeiro Maria Papoila que bebi ocorre-me uma citação de Vergílio Ferreira: "...o livro banal é o que perde à segunda leitura; o bom livro é o que ganha..." (in Livro, Vergílio Ferreira).

Ricardo Soares

domingo, 8 de outubro de 2017

Um Rosé de 2016 caseirinho...

Tinha parado de escrever no meu blog desarrolhar e só uma situação "do outro mundo" ou outra mais ridícula me faria vir até aqui...

Sem prémios, sem medalhas, sem publicidade nas revistas, sem pontuações desmedidas vos apresento este Rosé elaborado através das castas Loureiro e Trajadura e também outras castas mas de tinto, de 2016.
Não meus amigos... não tem marca, não tem selo, não está registado, não foi sequer aprovado por meia dúzia de gajos sabichões, não é de uma Quinta toda xpto com não sei quantos hectares nem têm enólogos, engenheiros e funcionários a trabalhar o vinho. Também nunca esteve em nenhum jantar feito com bloggers/enófilos/jornalistas só com o intuito de beber por beber, nunca esteve em confrarias tendo em vista harmonizações e nunca esteve em feiras e eventos vínicos. Pura e simplesmente não está à venda.

É um vinho criado por um casal de lavradores já "na casa" dos 60 e poucos anos, com as faces gretadas e as mãos calejadas, e tiveram a ajuda dos seus 2 filhos, na sua humilde casa em que a produção não ascende os 2 mil litros no Branco e os mil litros no Rosé.

Como disse no início desta crónica, só a título excepcional viria a este blog com novo texto.
E efectivamente este Rosé é um dos vinhos que mais me está a impressionar este ano. Um vinho capaz de encostar muitos muitos muitos, repito, MUITOS vinhos no mercado, congratulados, cheios de prémios e capas de revistas. Um vinho, na minha opinião, capaz de ensinar alguns enólogos e "doutores". Um vinho feito com suor e lágrimas e os conhecimentos que têm foram adquiridos ao longo dos tempos e transmitidos pelos antepassados.
Um grande vinho, nu e cru, sem misturas nem experiências, um excepcional Rosé, eu que não sou apreciador de Rosé...e se me dissessem, numa prova, que era um espumante Rosé eu acreditaria.

Posso não perceber um car&÷%€ de vinhos mas este soube-me muito bem, supremo.
Na minha garrafeira pessoal tenho grandes vinhos guardados para determinadas datas e cerimónias e de momento já os descartei...trouxe mais exemplares destes lavradores, branco e Rosé, e estarão reservados para as próximas cerimónias...
Inté...

Ricardo Soares