quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Casa de Mouraz Encruzado 2014


O desarrolhar de hoje é um Encruzado mas quero advertir desde já que este blogue não   aborda modas. Não tenho muito jeito para falar de modas nem tendências. Também deixo as "teorias" para quem de direito ou para os sociólogos e, porque não, psicólogos, antropólogos e marketeers.

Dito isto e indo directamente ao assunto hoje quero expor uma pinga que adoro imenso, um Encruzado - Casa de Mouraz Encruzado 2014.


Não tenho grande paciência para "guardar" um Encruzado que gosto. Quando o tenho é bota e vira, não me ponho com meias tretas nem trenguiçes, como foi o caso deste...
Neste vinho está toda a essência do seu terroir. Está bem equilibrado, com  aromas expressivos e bem compensado por uma mineralidade espectacular. É muito fresco, estruturado, e revela uma subtileza e harmonia brutal na boca.
Venham mais...

Ricardo Soares

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Espumante Messias bruto

Quando bebemos um vinho, neste caso um espumante que hoje vou abordar, há sempre aquela questão: "ah e tal é bom mas há melhores", ou "eh pá por este preço estás à espera de quê?", ou "eish com este rótulo deve ser grande coisa deve", etc etc etc uma infinidade de questões que gostamos sempre de "mesquinhar" e de nos armar em experts.

Hoje trago um Espumante Messias bruto.
Se há melhores? - há mas este foi o melhor que se arranjou naquele dia.
Por este preço? - se eu soubesse o que sei hoje e ele fosse mais caro trazia-o na mesma.
Com este rótulo? - adoro-o, torna-o mais imprevisível e misterioso. Ou como dizem os mais apaixonaditos e esquisitos: "oh o que interessa é o interior".


Está tudo dito, pura e simplesmente adorei este espumante dito por muitos como "simplório". Mais nada. Sem comparações, valor€s e cegamente o digo com toda a firmeza: Adorei, naquele momento não havia melhor, tudo na companhia da minha esposa, e tudo até à última "bolha". Tudo isto por 4 euritos.
Ponto final.
Parágrafo

A minha avaliação?
De uma forma muito reduzida: - Apresenta uma cor não muito forte, com tons citrinos, e as bolhas são finas e com a sua abundância. Conserva aromas a frutas citricas e na boca as bolhas são suaves e a acidez é bastante refrescante, tudo num final cheio e suave.

Reduzindo ainda mais: Gostei.

Ricardo Soares

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Hugo Mendes, Lisboa

Atenção: edição de autor no mundo dos vinhos: Hugo Mendes, Lisboa.


Não vou agora desbaratar registos biográficos, uma breve pesquisa pelo Google ou Facebook dá para consultar o seu perfil.
Pois bem, Hugo Mendes - enólogo (Quinta da Murta, Quinta das Carrafouchas, Vale das Areias) - irá lançar o seu primeiro vinho em nome próprio, Lisboa, composto por Fernão Pires e Arinto, e pretende com este projecto demonstrar a sua interpretação da região de Lisboa e obter um vinho com alguma longevidade.
É um projecto arrojado e desafiador tal como o próprio justifica, aqui.
Esta edição tem uma tiragem de 800 garrafas para pré venda, a um custo menor antes da sua entrada no mercado, sendo que para as adquirir terá de efectuar a sua encomenda através do seu site. No total serão ao todo 2600 garrafas numeradas.
Cheira-me que esta 1a edição de autor, tal como quase todas as que conheço dos grandes autores, irá dar que falar.
Cá ficamos ansiosamente à espera desta Lisboa engarrafada pelas mãos de Hugo Mendes.


Ricardo Soares

Aguardente Borlido Velhíssima VSOP Fosca

Numa crónica anterior escrevi sobre o vinho Borlido que ainda permanece na minha garrafeira e, na data em que o escrevi, mesmo sem a conhecer, abordei a sua aguardente velhíssima, aqui.
Recentemente, por mero acaso, e num daqueles encontros imprevisíveis, apresentaram-me a tão famigerada aguardente velhíssima.

Mesmo não sendo eu um apreciador de aguardentes não me fiz de rogado...e ainda bem.
Devido à extinção deste produtor devem ser raras as presenças dos seus vinhos e aguardentes. Da minha parte fica aqui o registo da aguardente e o vinho virá noutra altura...

Ricardo Soares

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Madeira Barbeito 5 Anos Rainwater Meio Seco


Difícil não gostar deste Madeira Barbeito 5 Anos Rainwater Meio Seco e a um preço bastante acessível (+/- 10€).
Com 80% Tinta Negra e 20% Verdelho estagiou em Canteiro durante 5 anos em cascos de carvalho Francês.
No copo apresentou-se com uma cor dourada, quase única, e é bastante aromático. Sabor a caramelo, nozes, amêndoas, e baunilha. Suave e cheio de boca. Final longo e fresco.
A história deste Madeira pode ser curta mas estou certo que será longa......


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Borlido tinto garrafeira 1985

A Borlido, a partir dos anos 90, com a concorrência a aumentar e com as inconstâncias da realidade económica, não conseguiu acompanhar e sofreu duras consequências. Vivia de vinho comprado, quer na Bairrada quer no Dão, e também tinham uma aguardente velha com a sua dose de fama.

Este vinho é de 1985 e a casta predominante é a baga. É difícil especular se o vinho estará bom mas para já vai ficar "deitada" num cantinho e espero brevemente "soltá-la".